quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Coelhos: Mascotes de sucesso

Fonte: petbrazil.com.br



Eles existem em mais de 40 raças diferentes, são bonitos, graciosos e já conquistaram uma multidão de admiradores. Saiba mais sobre o hobby de ter e criar Coelhos .


Os Estados Unidos, o maior centro mundial de criação de bichos de estimação, os Coelhos são líderes de popularidade. Em outras palavras, eles são os mais adotados entre todos os mamíferos roedores comumente adquiridos como mascotes: Hamster, Porquinho-da-índia, Chinchila, Rato, Ferret, Camundongo e Esquilo da Mongólia.

Quem garante a informação é a tradicional entidade American Pet Products Manufacturers Association (APPMA), que, há mais de quatro décadas, realiza pesquisas bianuais sobre animais de estimação e seus donos. Segundo o último levantamento disponível, o do ano passado, dos quase 4 milhões de lares norte-americanos que têm algum mamífero roedor, 40% possuem Coelhos - percentual esse não atingido por nenhum dos demais.

No nosso país, não há pesquisas que determinem a quantidade de moradias ou de pessoas que têm mamíferos roedores como mascotes. No entanto, não restam dúvidas de que os Coelhos fazem um sucesso considerável como bichos de estimação. Dos 14 pet shops entrevistadas por Cães & Cia em vários dos principais Estados nacionais (veja nomes em agradecimentos), oito comercializam esses simpáticos orelhudos.

Em duas delas - a República dos Bichos, em Belo Horizonte, e a Dog House, em Brasília -, os Coelhos lideram as vendas. Nas seis restantes, eles são vice-colocados, perdendo apenas para os Hamsters e vendendo, conforme a loja, de dez a quase 200 exemplares por mês.

QUAL A GRAÇA

Aparência. Eis o maior atrativo dos Coelhos. Quem não acha uma graça o seu corpo felpudinho, de longas orelhas, olhar doce e nariz que remexe? A variedade de raças, de cores, de tipos de pelagem e de tamanhos (veja quadro Diversidade de Raças) colabora ainda mais para encantar o público.
Mas não é só isso que garante o sucesso desses roedores como mascotes.
Há uma lista de predicados em seu favor: preço acessível, manutenção pouco trabalhosa e de baixo custo, necessidade de acomodações não muito espaçosas, ausência total de cheiro na pele e no pêlo e um temperamento calmo, nada barulhento e ao mesmo tempo, sociável, dócil, interativo e disposto a brincadeiras.

Os Coelhos também são uma opção fascinante para quem decide criar. Basta que algumas providências bastante simples sejam tomadas (Veja quadro como manter e criar), para até mesmo o mais amador dos criadores conseguir ver os seus exemplares procriando sem problemas. Especializar-se em uma ou algumas das raças, selecionar acasalamentos para obter exemplares cada vez mais bonitos e participar de exposições de beleza também podem fazer parte do hobby (veja EUA X Brasil).

EUA X BRASIL

Um dos raros criadores que se dedicam somente aos Coelhos como mascotes é Paulo Ramos Amarante, de Valinhos, SP. Ele observa na prática o predomínio da criação nacional.
"O interesse pela carne e pele de Coelhos cresce muito no Brasil; já o hobby de criá-los apenas como bichos de estimação e exposição, não", afirma.
"Até existem eventos de beleza, mas o enfoque é expor e premiar os exemplares que garantam uma boa carne e pele", diz. "O ramo principal da criação de Coelhos no Brasil é a carne e, conseqüentemente, a pele, que é retirada dos exemplares abatidos e usada para a confecção de roupas e acessórios", fala o presidente da Associação Paulista de Criadores de Coelhos, Henrique Dewald Paraschin, também um dos proprietários da Granja Angolana, em São Roque, SP.
"Acredito que menos de 5% da produção brasileira se destinem ao hobby de Coelhos como animais de companhia"`São vários os motivos dessa gradual mudança de enfoque na criação de Coelhos nos EUA.
"A demanda por carne e pele começou a crescer aqui nos anos 60 e 70", lembra o criador norte-americano Glen Carr, que chegou a participar desse mercado.
Mas, como Carr complementa, paralelamente a isso, o hobby dos Coelhos como mascotes e bichos de exposição ia ganhando cada vez mais força.
"Mesmo tendo sido um processo lento, os Coelhos foram se tornando sinônimo de animais de companhia e foi ficando cada vez mais estranho comer a sua carne ou vestir a sua pele", explica.
"Da mesma maneira como, na nossa cultura ocidental, é bem esquisito comer carne de cachorro ou de gato", compara Carr.

Somem-se a isso, as campanhas de ecologistas e de hobbistas contra o consumo de carne de Coelho e contra o uso de pele de animais. "A procura por carne de Coelhos nos açougues e nos restaurantes foi diminuindo cada vez mais", recorda-se ele.
"Para os criadores de Coelho, pagar a inspeção de qualidade da carne - uma exigência do governo americano aos produtores de qualquer tipo de carne - foi ficando pouco vantajoso e a melhor solução era abandonar a atividade", analisa.
Já em relação à pele - além das campanhas ecológicas e de sua obtenção, normalmente, vir dos Coelhos já abatidos para abastecer o consumo de carne -, houve outro fator que ajudou a afundar o segmento: "Os asiáticos entraram no mercado com peles a preços tão baixos que se tornou mais barato importar deles do que comprar da produção nacional", fala Carr. Por tudo isso, dos anos 80 para cá, Coelho esperto prefere a nacionalidade norte-americana. "Aqui, hoje, usar pele de animais pega até mal, e a carne de Coelho é rara e bem cara", informa ele.

Nenhum comentário:

Postar um comentário